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Maria Maria

Maria, Maria

 

 

 

 

Maria, filha única do Duque da Borgonha, nascida na região de Bruxelas em meados do século XV. Herdou o ducado aos 20 anos, quando passou a governá-lo com firmeza e dedicação. Enfrentou Luís XI, Rei da França, expulsando os franceses do território, expandindo suas terras e garantindo soberania em seu governo. Morreu tragicamente aos 25 anos em consequência de um acidente de cavalo, durante uma caçada, sua maior paixão. Mesmo jovem, se consagrou como uma das maiores duquesas de todos os tempos.

Maria, cidadã comum, nascida na Austrália, onde conheceu o amor de sua vida na despretensiosa bancada de um pub cervejeiro: o jovem dinamarquês Frederico, herdeiro da Coroa, que resolveu conhecê-la sem revelar sua identidade. Se apaixonaram e resolveram se casar, em um verdadeiro conto de fadas contemporâneo, daqueles onde a plebeia vira princesa.

No casamento Real, a história das duas Marias se cruzou: para homenagear sua princesa, Frederico manda servir aos seus convidados uma das cervejas mais icônicas do mundo, a Duchesse de Bourgogne, fabricada pela cervejaria belga Verhaeghe-Vichte, desde 1885, justamente em homenagem a Maria de Bourgogne, a duquesa.

Homenagem justa, tanto a de Frederico quanto a da cervejaria. Suas Marias são mulheres de fortíssima personalidade e rara beleza. Não à toa, escolheram uma cerveja complexa, delicada e maravilhosamente equilibrada entre a doçura do malte, aroma vínico e refinada acidez, sendo envelhecida em barricas de carvalho e engarrafadas com blends entre safras de 18 e 8 meses. Um espetáculo de Maria!!

Dentre o imenso legado deixado por Maria, a duquesa, ficaram os direitos garantidos aos civis e o fortalecimento das atividades comerciais, incluindo a cerveja. Já Maria, a princesa, atua até hoje aproximando nações através de suas atividades reais, tornando-se a personalidade mais carismática da Dinamarca. Enquanto isso, Maria de Bourgogne, a cerveja, segue confirmando seu destino, unindo plebeus e aristocratas, Joãos e Marias, e promovendo como poucos a tradição da cultura cervejeira. Coisas de Maria. Salve, Salve!!

Dica do sommelier

Duchesse de Bourgogne, da cervejaria belga Verhaeghe-Vichte. De coloração cobre escuro e espuma bege de relativa persistência. No aroma uma explosão de complexidade que remete ao vinho, frutas vermelhas e madeira, proveniente de sua longa maturação em barricas de carvalho. O sabor confirma o aroma, com início doce e centro ácido, que persiste até o final levemente azedo, seco e cítrico. De corpo leve, quase efervescente e altíssimo drinkabilty. Uma obra de arte engarrafada, irresistivelmente fantástica. Estilo: Flanders Red Ale; ABV 6,2%; R$ 109 / 750 ml. Origem: Bélgica.

 

Roleta Russa Blackout, da cervejaria gaúcha Imigração. De coloração negra e generosa espuma bege. O aroma remete ao pão preto, notas torradas, chocolate e tons cítricos, como maracujá, tangerina e mamão, provenientes de lúpulos americanos utilizados na fervura e na própria maturação (dry-hopping). Na boca um corpo médio, com notas torradas, caramelo, toffee, chocolate e um especial amargor de lúpulo no final. Sem dúvidas, um belo exemplar deste estilo americano disponível no Brasil. Estilo: American Black IPA; ABV 6,9%; R$ 28 / 500 ml. Origem: Brasil.


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