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Do sonho à realidade

Planejamento. Essa, talvez, tenha sido a palavra mais repetida pelo Secretário de Estado de Turismo, Adenauer Góes, ao longo de uma hora de entrevista à Revista Leal Moreira. Nenhum outro verbete traduziria melhor o modus operandido médico belenense que, há quase duas décadas, dedica-se ao exercício da gestão pública e que, atualmente, se encontra à frente da recém-consolidada Secretaria de Estado de Turismo.

Após uma análise minuciosa do cenário paraense e, posteriormente, através de um planejamento realista e ousado o turismo paraense, aos poucos, vai ganhando um novo contorno: o de atividade econômica. Para tanto, Góes confessa que precisa de mais adesão, especialmente do empresariado e que o cinturão de pobreza, que tanto faz destoar a paisagem no entorno da cidade, será vencido à medida que questões como cidadania, desenvolvimento econômico e social, além da própria consciência do poder público se estabeleçam em definitivo. E que a Belém dos 400 anos, a dos seus sonhos, será – certamente – o lugar que os turistas vão querer visitar e que igualmente será o melhor lugar para os belenenses viverem. Confira a 5ª entrevista da série sobre os caminhos que levam a capital paraense a celebrar seu quarto centenário.

 

Secretário, como devolver a Belém a condição de metrópole da Amazônia?

Não é uma resposta fácil. Eu diria que devemos perseguir diversos caminhos. Um desses cabe, sem dúvida, ao poder público constituído, quer estadual, quer municipal e eu diria até mesmo ao federal, porque, no meu entendimento, é da sintonia e do sinergismo dos poderes públicos, por meio de um planejamento que possa ser efetivamente exequível, que será possível recuperar alguns investimentos que Belém precisa para, de fato e de direito, recuperar o título ou a condição de “metrópole da Amazônia”. A outra direção é a empresarial: é preciso compreender, de forma efetiva e concreta, que a economia tem tudo a ver com o processo de desenvolvimento. Quanto mais possamos ter uma economia forte, mais poderemos ter geração de empregos, multiplicação de renda e esses fatores também estão intimamente ligados à qualidade de vida da população de Belém e aos próprios investimentos necessários à Belém atual. Uma terceira vertente, não menos fundamental, é a compreensão social como um todo, da importância desse papel, de Belém, como metrópole da Amazônia. A importância que a população precisa ter, de forma consciente, do papel que lhe cabe no que diz respeito, por exemplo, à preservação da cidade, a não sujar nossas ruas... Eu sou simplesmente fissurado pela questão da limpeza urbana. E a limpeza urbana passa também por um compromisso do cidadão ao não sujar a cidade, porque, por melhor que possa ser o serviço de coleta de lixo e limpeza prestado pela prefeitura, se o cidadão não for consciente disso, ele suja muito mais do que qualquer prefeitura pode ser capaz de limpar. E há a necessidade desse compromisso com a urbanidade, com a limpeza, com a preservação, com a manutenção... Belém precisa ser um pouco mais amada. Por todos nós: gestores públicos, iniciativa privada, empresários e sociedade.

Há um cinturão de pobreza, cuja paisagem, para não entrar nem em outros tocantes, destoa muito da Belém sobre a qual discutimos. E fica a sensação de que, quando falamos de Belém, estamos restritos a essa área central. Logo, eu queria perguntar a sua opinião, embora não seja sua área – mas por entender que isso mexe com a paisagem e pode, pois, influenciar na decisão de ter Belém como destino de férias, por exemplo – em como levar saneamento básico a essas áreas? Em quanto tempo isso seria possível de ser feito? Em suma, como garantir qualidade de vida a todos de Belém – do centro e da periferia?

Muito interessante que tenhas perguntado isso porque questionas a um profissional de medicina que tem uma função pública na área do Turismo. A Medicina me deu a sensibilidade de entender a importância do Turismo para essa qualidade de vida referida, necessária à população de Belém. Como você disse, Belém está cercada por um cinturão de dificuldades e essas dificuldades, logicamente, influenciam no dia a dia da cidade. Recuperar isso é tornar Belém um sonho que eu sonho e que sei que muitos outros belenenses também sonham: ver a nossa cidade referenciada como uma cidade turística. O que significa ter uma cidade turística? Em síntese, significa que esta cidade, antes de ser boa para aqueles que nos visitam, ela precisa ser boa para aqueles que aqui vivem permanentemente. Então, logicamente, nós não vamos ter uma Belém, com esta condição, num universo de tempo de uma geração ou que possa, neste exato momento, definir quantas gerações serão necessárias. O que eu acho é que é fundamental que tenhamos um rumo em busca desse objetivo. E eu não tenho dúvidas de que este rumo passa pela questão do poder público, porque este é o perfil do desenvolvimento brasileiro – extremamente dependente do poder público. Eu, particularmente, não gostaria que assim fosse, porque todas às vezes em que o poder público é tão importante, isso significa que o empresariado é fragilizado e que a sociedade ainda não tem um comprometimento em um nível necessário para se contrapor a esse Estado. Então, eu vejo com muita expectativa positiva a sintonia política entre governo do estado e governo municipal – independente do partido político que esteja de “plantão” no exercício do poder. É claro que isso traz um sinergismo pautado no planejamento, que é outra palavra na qual eu sou fissurado. Planejamento é a base de tudo. Então, eu vejo no planejamento sinérgico, entre o governo do estado e o governo municipal, uma rara oportunidade de podermos ter ações concretas que possam permitir passos mais rápidos, na direção desse objetivo: de resgatar Belém, de torná-la, novamente, a metrópole da Amazônia.

 

Se o senhor não fosse paraense, visitaria Belém?

Visitaria.

 

O que mais o encanta nesta cidade?

O jeito de “ser” de Belém não encontra comparação com nenhuma outra cidade brasileira. É a chuva, são as mangueiras – infelizmente cada vez menos -, é o jeito de ser do paraense, é a cultura gastronômica do paraense, do belenense... É a relação de alguns pontos da cidade com as águas, é o clima... Viver em Belém é um estado de graça. Eu tive oportunidade de deixar Belém...

 

O senhor o fez?

Eu fui convidado a morar em alguns lugares, mas eu nunca me consegui ver morando em outro lugar que não fosse Belém do Pará.

 

O Pará vive um momento de “alta” na mídia nacional. A que o senhor atribui esse reconhecimento? Houve um trabalho do Governo do Estado ou isso aconteceria cedo ou tarde? Houve uma confluência de fatores? Onde o Turismo se insere aí?

Acredito que houve uma confluência de fatores e de momentos. Quando iniciei minha experiência, na Gestão Pública do Turismo, foi nos idos de 1999, quando o Almir Gabriel me convidou a assumir a PARATUR e, naquela época, na realidade até um pouquinho antes, vivia-se um momento sensivelmente decadente da cidade: os hotéis fechados, sem investimentos do poder público e da iniciativa privada que permitissem uma retomada do crescimento e do desenvolvimento. Pra ser mais exato, me refiro a meados da década de 90. Todo um trabalho passou a ser feito, visando uma recuperação. Por isso, eu digo que a gestão pública é tão importante: porque ela é mobilizadora; ela é indutora; ela pode pautar um processo positivo ou um processo negativo, de fragilização. Eu costumo fazer uma referência muito especial ao momento em que o Governo do Estado, como indutor desse movimento, referenciou, de forma muito clara em seu planejamento, três eixos de desenvolvimento para o estado do Pará, e que influenciaram também Belém: agroindústria, verticalização do minério e turismo. Então, tem havido uma mudança significativa na base econômica do mundo e esse processo de evolução econômica natural é baseado na comunicação, na tecnologia... Observou-se uma diminuição nas distâncias. As fronteiras que antigamente separavam, hoje unem, ligam. Ou você se adequa a um processo de competitividade de mercado, ou você fica muito para trás rapidamente, porque a dinâmica é muito maior hoje do que foi ontem. Não é apenas o Pará onde se fala de Turismo. É o Brasil, é o mundo. Essa é a base da nova economia de mercado. Nenhuma outra atividade econômica necessita de tão pouco como a atividade turística como atividade econômica – que é uma questão em que o Brasil está aprendendo como fazer e que não é diferente para nós, paraenses. Porém, hoje, nós podemos festejar um planejamento para esse segmento neste estado.

 

Como estamos, então, nos planejando para tornar o Turismo uma atividade lucrativa e que dê visibilidade ao Pará?

O primeiro planejamento de turismo do estado do Pará foi entregue à sociedade pelo então Secretário Especial de Produção, Simão Jatene, em 2001. Na sequencia desse processo de aprimoramento, este é o segundo planejamento (ele mostra o relatório executivo “Ver-O-Pará – Plano Estratégico de Turismo”) da história do Turismo do Estado, entregue pelo Governador Jatene, em seu segundo mandato. Entregue, inclusive, numa data que eu considero cabalística, no dia 11/11/11. Esta é a síntese desse planejamento. Aqui está uma ferramenta de trabalho de gestão, do estado. Foi feita com centenas de mãos, por uma empresa espanhola e os espanhóis são reconhecidamente mestres nessa atividade e fomos buscar esse know how. “Tropicalizamos” esse conhecimento. Este estado, hoje, tem rumo, um rumo que passou, inicialmente, pelo fortalecimento da gestão pública do Turismo, já que esse é o perfil brasileiro: o poder público como mobilizador. Antes, nos tínhamos a Paratur como órgão oficial. Hoje, nós temos duas instituições públicas no estado trabalhando o turismo: uma da administração direta, a Secretaria de Estado de Turismo, que acaba de completar um ano de criada e que ainda está em sua fase de implantação e a outra, a Paratur. Ambas, com papéis diferentes e muito bem definidos. O que eu gostaria de deixar bem claro porque, em alguns momentos, pode parecer que o poder público está criando mais cabide de empregos e não é verdade, é que existe, na realidade, um reconhecimento, ao que me parece, unânime de que o turismo neste estado tem um potencial muito grande. E eu não aguento mais falar de “potencial” – por um motivo muito simples: potencial não se vende; potencial não se compra. Em uma economia de mercado o que se vende é produto. O que se compra é produto. Esse potencial, efetivamente, é fantástico. O planejamento mostra que as principais matérias-primas são a cultura e a natureza. Mas, para “embalar” isso, são necessários vários fatores: infraestrutura, tanto de acessibilidade, quanto de estrutura para receber eventos. O Hangar, por exemplo, é um marco disso, pois o segmento de eventos era e é importantíssimo para Belém. Eu posso citar outros exemplos: a Estação das Docas, a recuperação do patrimônio histórico, o Mangal das Garças, o Parque da Residência, os museus, entre tantos outros pontos que agregam tanto. Em suma, por isso eu insisto tanto no planejamento: ele nos mostra como deveremos perseguir nossos objetivos, seja pela questão infraestrutural, o que cabe à iniciativa privada nessa estrutura, mas fundamentalmente, eu diria, por um processo de organização empresarial, de rede de prestação de serviço.

 

Como tornar o empresariado partícipe por livre e espontânea vontade nesse processo?

Esse é um processo que acontecerá por etapas. Assim como existe a necessidade da conscientização do poder público, existe a necessidade da conscientização empresarial. Além da própria conscientização social. É um sinergismo que cresce na medida em que vemos os resultados e que, por sua vez, trazem geração de emprego, melhor distribuição de renda e uma situação que é objetivo de todo governo, de todo cidadão: qualidade de vida – esse é o sonho ao qual me referia anteriormente: um dia não apenas Belém ser reconhecida por aqueles que nos visitam como uma cidade turística, mas de nós mesmos, que aqui vivemos, reconhecermos Belém com essa qualificação.

 

Neste um ano em que a SETUR foi criada, mas que está ainda em instalação, quanto foi conquistado?

Olha, na minha análise crítica, tendo os pés no chão e controlando a minha ansiedade, eu te diria que o título de “cidade turística” nós já gostaríamos de ter, mas já temos muito a festejar. Nós temos de festejar, por exemplo, o fortalecimento da gestão pública. Temos de comemorar a ferramenta de planejamento que temos (mais uma vez ele faz referência ao “Plano Estratégico de Turismo”) e, dentro dessa questão, temos de planejar a própria estrutura do governo do estado, pensando muito mais o turismo como atividade econômica. A Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico – que tem à frente o Secretário Especial Sidney Rosa, juntamente com nossos colegas de equipe, sob a liderança do nosso governador – dá demonstrações da importância do Turismo como uma atividade econômica para o estado. Nós temos também de comemorar o sinergismo positivo entre o poder público e a iniciativa privada. Existem, ainda, projetos estruturantes, além da criação da própria SETUR, que demonstram que o Turismo é prioridade para o estado. Você referenciava em uma de suas perguntas que o Pará vive um momento muito positivo na mídia nacional. A diversidade está dentro de nossa originalidade e nossa autenticidade. Nós somos literalmente cantados lá fora. A questão da cultura do artesanato também atingiu níveis significativos. O que dizer da cultura gastronômica? Essa foi uma das atividades econômicas, intimamente ligada ao Turismo, que mais cresceu, que mais se desenvolveu sob essa ótica da organização empresarial e da rede de prestação de serviços. As nossas referências principais de natureza, como por exemplo, o Marajó ou o entorno de Belém. Aumentaram muito as opções dentro do que podemos chamar de “turismo náutico”, turismo fluvial, no entorno de Belém: há marinas, restaurantes, em uma sintonia harmônica com o entorno da cidade. Belém é uma cidade tipicamente de prestação de serviços e aí se insere o Turismo. Se pudéssemos fazer um comparativo da Belém de 1995 com a Belém atual, eu diria que melhoramos muito!

 

O senhor mencionou a questão da Gastronomia e Belém é a nova “Meca” dos chefs que buscam conhecimento na fonte. Eu diria, por uma questão de justiça, que a cozinha mundial está descobrindo a cozinha amazônica... Mas há alguns entraves que precisam ser solucionados para que o produto regional possa chegar do outro lado do Brasil – de maneira legal – com o gosto que ele tem aqui. É preciso investir na qualificação do pequeno produtor, enfim, trabalhar para que a culinária paraense e seus ingredientes tenham seus reconhecimentos...

Nós também avançamos muito nesse sentido. Há uma parceria muito grande entre a SETUR, SAGRI e EMATER, além de com o próprio Ministério da Agricultura, que já permitiu alguns avanços, com referências específicas, inclusive, por exemplo, quanto ao queijo do Marajó. O tucupi, o jambu e a pimenta de cheiro são outros itens que já estão sendo tratados nessa parceria. A farinha bragantina também. Nós, da SETUR, juntamente com a EMATER e a SAGRI, estamos trabalhando um “projeto de indicação geográfica” para a cultura da mandioca, para permitir que essa cultura secular da mandioca possa ter um protocolo definido de fabricação – isso já está em andamento. Com relação à pimenta-de-cheiro e o jambu, alguns chefsde cozinha me trazem algumas preocupações com a perda de algumas características desses produtos: a pimenta-de-cheiro já não cheira tanto, o jambu já não “arde” tanto. A EMBRAPA já está em campo, estudando esses casos para preservá-los. Mas deixa eu te dar uma boa notícia, um exemplo da nessa direção: o protocolo e a qualificação que hoje são significativamente melhores do nosso açaí. O açaí é uma das referências de nosso turismo. Para você ter uma ideia, a nossa marca (“Pará, a obra-prima da Amazônia”) é da cor do açaí e chegamos a ela depois de uma pesquisa cuidadosa. Eu diria que nós temos muito a festejar em conquistas efetivas e concretas: em um ano de implantação, o planejamento estratégico de turismo já contabiliza 35% de suas ações em andamento, em condução. Veja bem, não estou dizendo que estão concluídas, mas elas estão em condução. Isso atesta que o estado tem rumo e só se cresce, só se desenvolve, se houver planejamento.

 

Secretário, mudando rapidamente de assunto, sem perder o foco no Turismo, o senhor recentemente esteve no Rio de Janeiro, durante o período da Jornada Mundial da Juventude, e entregou ao Papa Francisco uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré. O Círio de Nazaré atrai milhões de pessoas todos os anos e, ainda assim, é comum ouvir que ele não tem o destaque merecido fora do estado.

Nossa Senhora de Nazaré é fantástica! Nós temos uma parceria com Ela (ele ri). Nós temos levado a imagem de Nossa Senhora de Nazaré em inúmeros eventos de turismo – até internacionais. Em 2011, nós levamos, pela primeira vez, a imagem peregrina, na berlinda, à Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) e nessa primeira viagem da Santinha, ela se “relacionou” com o Santuário de Nazaré, com a própria feira de turismo, com a Torre de Belém, de onde saíam as naus portuguesas que se lançavam rumo ao desconhecido. Então, Nossa Senhora de Nazaré é o nosso principal “evento”. O Turismo Religioso é um cartão de apresentação nosso. A Peregrina nos acompanhou em tantas outras feiras e eventos... Naquela ocasião, com o Papa Francisco, quando tive a oportunidade de lhe proferir algumas palavras, de dizer que aquela imagem representava a energia e a fé do povo paraense e amazônida, no cumprimento da missão que ele tinha e que Ela, a Virgem de Nazaré, estava para nós como a Virgem Desatadora de Nós para ele. E eu disse isso porque sei que o Papa Francisco é devoto da Desatadora.

 

Que privilégio, Secretário.

Foi uma emoção, mas foi natural. O Papa Francisco é esse fenômeno fundamentalmente porque ele é gente como a gente e passa isso na missão de papa.

 

O que podemos esperar de boas novas para o turismo e para Belém em seus 400 anos?

Eu diria que vamos continuar perseguindo, de forma decidida e comprometida, a missão de implantar o planejamento estratégico do Turismo deste estado. Isso passa pelo papel específico da SETUR, que é o de mobilizar, fomentar e liderar as políticas públicas para o turismo no estado, em busca do desenvolvimento do chamado produto turístico. E eu quero frisar: o empresário é fundamental! Vamos fortalecer cada vez mais o papel que cabe à Paratur, que tem sua administração própria, que tem seu planejamento próprio – dentro do plano estratégico – e à qual cabe divulgar e promover esse produto turístico, em sintonia com o empresariado, para fora do estado do Pará e para fora do Brasil. Quanto mais a Paratur exercer esse seu papel, mais ela acrescenta um item que é igualmente importante, que é divulgar e promover o nosso estado, os produtos turísticos de nosso estado, ajudando o empresariado.

 

E o cidadão Adenauer Góes? Do que ele sente saudade em Belém?

Eu sinto saudade da tranquilidade de Belém. Incluindo aí a segurança. Eu sinto saudade desse tempo. De poder sair à rua sem me preocupar com segurança. Eu sinto saudade de ter uma Belém mais limpa já que Belém vem sofrendo há muito tempo.

 

Qual seu lugar favorito na cidade?

A Praça Batista Campos. Sem dúvida. Fica próximo à minha casa e eu a considero o jardim do meu apartamento. Gosto de ir lá, tomar uma água de coco, olhar as samaumeiras e as garças.


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