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Círio de Nazaré e comidas de fé

Fabio costuma dizer que Belém é uma cidade muito generosa, em vários aspectos, mas, imbatível mesmo é a “feliz coincidência” que faz as mangueiras frutificarem em setembro, a tempo de ficarem abarrotadas e a comida – literalmente – cair do céu. 
 
“Não olheis aos vidros espatifados e latarias amassadas, mas ao alimento (a manga) que mata a fome do teu povo”.
 
Belém é muito mãe! 
 
Tão mãe quanto a Mãe do povo, que sai às ruas e que faz com que Belém recenda maniva, é a culinária tipicamente ciriana: o Círio está para a fé tanto quanto para o almoço do segundo domingo de outubro! Não consigo nem imaginar (pelo amor da Naza!) família e amigos sem maniçoba, pato no tucupi... Sem creme de cupuaçu e sorvete de açaí! 
 
Mas Belém é muito irmã, também: as pessoas se reúnem; se unem, se irmanam. “Passa lá em casa porque tem maniçoba para um batalhão!”.
 
Nossa cidade tem muitos predicados que a tornam tão única! Da fé que une milhares de pessoas (católicas ou não), passando por sua exuberância natural até sua culinária autenticamente irresistível... Belém é isso: irresistível, deliciosa ao primeiro encontro, quando decidimos saboreá-la respeitando suas peculiaridades.
 
Nesta terra, em que Nazinha transita (e que tratamos como alguém da família) e inspira sabores tão únicos, desejo a vocês um mês especial, junto aos seus amados e amigos... Mas não esqueçam de aquecer o tucupi... E a fé!

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