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REVISTA

Arthur's Day

 
Dia 24 de setembro de 2015 – Dublin, Irlanda. Depois de um dia de andanças, o turista solitário pega assento no balcão do pub mais próximo do hotel para fazer uma parada estratégica em seu primeiro dia de viagem. Hora de comer algo e experimentar aquela cerveja que tanto lhe recomendaram no Brasil, uma tal de Guinness.
 
Em poucos minutos, o pub começa a lotar. Eram 16h e a TV transmitia o campeonato mundial de Rugby, paixão nacional. Pediu seu pint de Guinness, uma legítima Irish Dry Stout, cerveja negra, seca e cremosa, com notas inconfundíveis de café gelado e chocolate amargo. Entre pints e petiscos, foi entendendo o jogo e fazendo amizades. Já às 17h59, em ponto, não entendeu por que todos pararam para fazer um brinde a um tal ‘de’ Arthur’s Day, que se comemorava naquele dia. No fim da noite, já não se lembrava como foi parar naquela mesa com seis novos amigos nem de quantos pints de Guinness havia consumido... Hora de dormir.
 
No dia seguinte, um papel amassado com uma série de anotações confusas. Eram as dicas de viagem que anotara durante a noite. Pubs e mais pubs, cada um com sua característica peculiar. No verso a palavra “IMPERDÍVEL”, em letras garrafais, apontava para o principal ponto turístico da Irlanda, que atrai cerca de quatro milhões de visitantes todos os anos: a fábrica da Guinness, uma das cervejarias mais emblemáticas do mundo. Não pensou duas vezes, arrumou a mochila e decidiu seu rumo.
 
Lá conheceu a fantástica história da stout mais vendida do planeta. Se divertiu com seus milhares de fatos curiosos, como as Guinness enviadas aos soldados irlandeses durante a Segunda Guerra e o famoso livro dos recordes, o Guinness Book, criado em seus pubs para seus próprios clientes. Jantou no restaurante panorâmico da cervejaria, o ponto mais alto da cidade, e, finalmente, compreendeu a importância desta fábrica para todo o país. Um dia inesquecível!!!
Mais tarde, em um dos mais de mil pubs de Dublin, pediu um pint, um petisco e uma música celta. Lembrou do brinde que fizera na noite anterior, às 17h59, e se sentiu honrado por presenciar aquele momento. Arthur Guinness, que fundara a cervejaria em 24 de setembro de 1759, merecia aquela homenagem. Por um breve momento, desejou ser irlandês. Ao menos naquele dia.
 
Dicas
Amazon Beer Stout de Açaí, da premiada Amazon Beer, orgulho de Belém do Pará. De corpo alto, cor negra e excelente formação de espuma, esse belo exemplar do estilo Dry Stout equilibra na doçura de seus maltes uma surpreendente potência alcoólica. No sabor, e no aroma complexo, notas inconfundíveis de café, toffee, banana passa, maltes torrados e chocolate amargo. Eleita, com justiça, a melhor cerveja do Brasil em 2014, no Festival Brasileiro de Cerveja – Estilo Dry Stout, 7,2% ABV, R$ 12 / 330 ml. Origem: Brasil.
 
St. Bernardus Abt 12, da cervejaria belga St. Bernard. Cerveja de abadia do estilo Belgian Dark Strong Ale, de cor marrom-avermelhada e aroma complexo de frutas secas, caramelo, ameixa passa, Jerez, vinho do Porto e um leve tom balsâmico. No paladar suave e macio, que acompanha as sensações do aroma, uma doçura inicial interrompida suavemente por um amargor discreto, uma leve picância e um agradável aquecimento em razão de sua potência alcoólica. Elegância digna das extraordinárias receitas belgas de abadia – Estilo Belgian Dark Strong Ale, 10% ABV, R$ 25 / 330 ml. Origem: Bélgica.

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