POR DENTRO DA LEAL MOREIRA

Estrela de brilho próprio

 

 

O ator maranhense Romulo Estrela faz jus ao sobrenome e vem brilhando cada dia mais como Afonso de Monferrato, na novela Deus Salve o Rei

 

 

 

 

Há alguns anos, cientistas vêm explorando a teoria de que as pessoas são atraídas para certos ofícios e profissões com base nas conotações de seus sobrenomes. Coincidência ou não, esse pode ter sido o caso de Romulo Estrela, ator maranhense que vive seu primeiro protagonista, o príncipe herdeiro de Montemor, Afonso de Monferrato, na novela Deus Salve o Rei. “Eu já estava escalado para a novela em outro personagem e participando das preparações quando recebi a notícia de que faria o Afonso. Eu me senti muito feliz com o convite”. Estrela substituiu Renato Góes, que deixou o elenco pouco antes do início da novela.

Estrela possui quase 15 anos de profissão, com uma dedicação que surgiu naturalmente, à medida em que as oportunidades foram aparecendo. A estreia foi em 2004, em uma pequena participação na novela “Da Cor do Pecado”.  Depois vieram outros trabalhos em novelas da Record e da Globo, entre eles “Malhação”, “Além do Tempo” e dois episódios de “Por Toda Minha Vida”, um como Carlinhos Lyra e outro como Sérgio Reoli dos Mamonas Assassinas. »»»

 

 

 

 

 

Como foi o processo de descoberta da dramaturgia em sua vida? Houve alguma influência direta de alguém?

Sempre fui apaixonado por cinema e acho que de alguma forma isso sempre influenciou minha estética em relação às coisas. Eu comecei a estudar dramaturgia depois de fazer um pouco de publicidade. Senti que era isso que eu queria fazer, que era essa a profissão que eu queria seguir. Tive o apoio incondicional dos meus pais e isso fez toda a diferença. Sinto que apesar deles não terem nenhuma ligação com esse universo, de uma certa forma, fui muito encorajado e influenciado por minha mãe e meu pai.

 

E como ficou o Jiu-Jitsu nesse caminho? Soube que houve algum momento em que você tendeu mais para esse caminho do que o da dramaturgia? 

Sou um amante dos esportes e o Jiu-Jítsu, assim como o Judô, ajudaram a formar minha personalidade. Luto desde muito jovem e cheguei a pensar na minha juventude em ser atleta profissional. Naturalmente a dramaturgia ganhou espaço na minha vida, mas sempre que posso eu treino. Foi uma dedicação natural, fui sentindo essa necessidade à medida que meu trabalho foi ganhando espaço na minha vida. 

 

E como foram os primeiros anos da profissão? Você começou no Maranhão mesmo?

Trabalhei pouco tempo em São Luís, me mudei para o Rio de Janeiro logo depois que decidi trilhar esse caminho profissionalmente. No início foi bem mais difícil, por conta da pouca experiência não conseguia ser tão objetivo como gostaria.

 

 E os seus primeiros trabalhos? Sempre foram voltados para a televisão?

No início da carreira eu fazia participações na TV enquanto estava sempre em produções teatrais e isso durou bastante tempo. O teatro foi muito importante no meu amadurecimento profissional e assim que surgir um tempo quero voltar a me dedicar a fazer teatro.

 

Ao longo desses quase 15 anos de profissão, foram muitos “nãos” recebidos? 

Sim, claro que tive momentos de frustração, mas acredito que todos eles foram importantíssimos na minha evolução profissional e me ajudaram a amadurecer artisticamente. 

 

 De todos os papeis que você teve ao longo dos quase 15 anos de carreira, qual o que te marcou mais e por que? 

Não conseguiria eleger apenas um personagem ao longo desse tempo. Posso citar com carinho o meu último trabalho no cinema, onde dei vida ao “Degas”. Todo o processo foi especial. Trabalhei com uma grande equipe que admiro e, especialmente, tive um enorme prazer em encarar os conflitos do personagem. Acho que realizei grandes trabalhos ao lado de pessoas que me ajudaram muito a crescer profissionalmente e isso fez com que eu me sentisse seguro em mais esse desafio. Acho que toda a minha trajetória de trabalho sempre foi muito coerente com o meu momento artístico.

 

 E como é lidar com tanta fama de uma hora para outra? Porque apesar de já ser muito conhecido, ser protagonista de uma novela parece exigir mais de um ator, não só do ponto de vista técnico, mas da vida pessoal mesmo.

Tenho uma vida relativamente tranquila e confesso que ainda não tive grandes mudanças nela. Fico muito feliz com o reconhecimento do público em relação ao meu trabalho. Isso é gratificante.

Como é conciliar a rotina da televisão com a educação dos seus filhos e o seu casamento?

Gravamos todos os dias. A demanda da novela é grande e nem sempre são coisas simples. Faz parte da rotina desse trabalho esse ritmo mais intenso. Mas, quando não estou gravando, eu estou com eles. Estar com meu filho e minha esposa é a melhor maneira de recarregar minhas energias para começar bem uma semana de trabalho.

 

 Qual o maior desafio de atuar em uma produção de época? Te atrai mais ou menos do que uma novela “contemporânea”?

Não tenho esse tipo de preferência. Tenho atração por boas histórias e bons personagens, que me instiguem e que de alguma forma toque ou faça o meu espectador se questionar.

 

 O que você tem do Afonso ou o que emprestou da sua personalidade ao personagem?

O Afonso é um homem justo, honrado e que em sua história busca de maneira legítima sua felicidade. Eu acredito ter emprestado para o Afonso exatamente essa vontade genuína de ser feliz com suas escolhas.

 

Ainda temos alguns meses de novela, mas, e os próximos passos? Você já tem alguma proposta de trabalho?

Agora estou inteiramente dedicado a novela, temos muito o que fazer ainda e não consigo pensar em mais nada. Neste momento, eu ne sinto realizado por ter a minha família próxima e realizar um trabalho que me satisfaz todos os dias. 

 

Como é conciliar a rotina da televisão com a educação dos seus filhos e o seu casamento?

Gravamos todos os dias. A demanda da novela é grande e nem sempre são coisas simples. Faz parte da rotina desse trabalho esse ritmo mais intenso. Mas, quando não estou gravando, eu estou com eles. Estar com meu filho e minha esposa é a melhor maneira de recarregar minhas energias para começar bem uma semana de trabalho.

 

 Qual o maior desafio de atuar em uma produção de época? Te atrai mais ou menos do que uma novela “contemporânea”?

Não tenho esse tipo de preferência. Tenho atração por boas histórias e bons personagens, que me instiguem e que de alguma forma toque ou faça o meu espectador se questionar.

 

 O que você tem do Afonso ou o que emprestou da sua personalidade ao personagem?

O Afonso é um homem justo, honrado e que em sua história busca de maneira legítima sua felicidade. Eu acredito ter emprestado para o Afonso exatamente essa vontade genuína de ser feliz com suas escolhas.

 

Ainda temos alguns meses de novela, mas, e os próximos passos? Você já tem alguma proposta de trabalho?

Agora estou inteiramente dedicado a novela, temos muito o que fazer ainda e não consigo pensar em mais nada. Neste momento, eu ne sinto realizado por ter a minha família próxima e realizar um trabalho que me satisfaz todos os dias. 

 
 
 
 
 
 
 

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